A formação de hábitos é o termo guarda-chuva que abrange não os comportamentos isolados, mas todo o processo que torna um comportamento automático. Na psicologia é definida como a transferência de uma ação da intenção consciente para uma deixa contextual: no início cada repetição exige vontade e decisão, mas repetida o suficiente ao lado da mesma deixa, o comportamento torna-se a resposta automática a essa deixa. Três pilares governam essa transição. O primeiro é a frequência da repetição; quanto mais vezes, mais rápido se fixa. O segundo é a estabilidade do contexto; atar o comportamento ao mesmo horário, lugar ou ação anterior facilita que o cérebro reconheça a deixa. O terceiro é a recompensa; associar o comportamento a um resultado satisfatório alimenta a repetição. Esse quadro é o terreno comum tanto para construir comportamentos saudáveis quanto para desmontar os nocivos. O método da corrente une esses três pilares num único ritual diário: ancora o comportamento a um contexto fixo, lembra você de repeti-lo todos os dias e recompensa a conclusão com um elo visível acrescentado à corrente. Assim a ciência abstrata da formação de hábitos vira um processo concreto que você pode olhar toda manhã. À medida que os elos se acumulam, o comportamento exige cada vez menos esforço — que é justamente o objetivo final da formação de hábitos.
Formação de Hábitos
A ciência de como um comportamento que antes exigia esforço consciente se torna cada vez mais automático por meio da repetição e de um contexto estável, saindo da vontade deliberada; em suma, o quadro geral para fazer os comportamentos perdurarem.